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quarta-feira, 31 de agosto de 2011

Uma viagem ao interior da matéria


Eis um documentário muito interessante que nos conta uma das maiores descobertas científicas de todos os tempos: o átomo, a "peça" que constitui tudo o que nos rodeia. É  produzido pela BBC ( já emitido em 2007) e apresenta como narrador um excelente comunicador, o Professor Jim Al-Khalil. É documentário extraordinário para quem se interessa por essa viagem interminável que é a busca do material último de que somos constituídos.
Aqui fica, neste início de Setembro, o episódio 1, Choque de Titãs. As restantes duas partes serão aqui divulgadas ao longo do Mês.

terça-feira, 30 de agosto de 2011

Bactéria é capaz de produzir biocombustível a partir de papel




Equipa da Universidade de Tulane.
Equipa responsável da Universidade de Nova Orleães
A partir de agora os s jornais deitados para o lixo diariamente podem ser transformados em biocombustível. A responsável por essa transformação do papel é uma nova bactéria, A TU-103, recentemente descoberta por cientistas Americanos, da Tulane University (Nova Orleães, EUA). A referida bactéria é capaz de transformar a celulose presente em folhas de papel em butanol (um álcool), um combustível que pode substitutuir a gasolina. 

Os investigadores já testaram o novo método com velhas edições de Jornais e revelaram-se satisfeitos com os resultados. Para além de reduzir as emissões de dióxido de carbono, o butanol pode ser usado em vez da gasolina sem que seja necessário adaptar o motor.

A grande vantagem da bactéria TU-103 (encontrada em excrementos de animais) é que consegue transformar a celulose (fibra de que é composto o papel) na presença de oxigénio, enquanto outros microorganismos com capacidades semelhantes só conseguiam a transformação num ambiente sem oxigénio, o que aumentava drasticamente os custos.

O butanol também apresenta benefícios como combustível em relação ao etanol – normalmente produzido a partir do milho ou da cana-de-açúcar (o Brasil tem um programa gigantesco a funcionar com este sistema, produzir combustível a partir do milho e da cana de açucar), porque além de se adaptar mais facilmente a qualquer tipo de motor, o material é menos corrosivo do que o concorrente e apresenta um rendimento energético maior.

Embora o etanol também seja derivado da celulose, o butanol é considerado muito mais vantajoso uma vez que pode ser usado em vez da gasolina sem que seja necessário mudar ou adaptar o motor do veículo.

quinta-feira, 25 de agosto de 2011

Afinal, cozinhar é a mais antiga profissão do mundo

Segundo um estudo recente publicado naProceedings of the National Academy of Sciences, onHomo Erectus foi
As capacidades de cozinhar do H. erectus permitiram que a descendência poupasse tempo e adquirisse mais nutrientes (Foto: Ronan Donovan)
As capacidades de cozinhar do H. erectus permitiram que a descendência poupasse tempo e adquirisse mais nutrientes (Foto: Ronan Donovan)
 o primeiro mestre de cozinha. E este facto  teve enormes implicações na evolução dos hominídeos, dando a estes antepassados do homem moderno tempo e energia para várias actividades como correr, ter pensamentos profundos e inventar coisas como a roda.Ou seja, o facto de manipular o fogo e ter começado a cozinhar teve consequências enormes no resto da evolução.Dominar o fogo originou outras técnicas de processar alimentos, com efeitos na qualidade de vida dos homens, que passaram a economizar tempo e dispor de mais nutrientes na sua dieta.Os seres humanos são os únicos animais que cozinham e comparados com os nossos parentes primatas vivos gastamos muito pouco tempo a reunir comida e a comê-la. Também temos mandíbulas e dentes mais pequenos.
Os cientistas envolvidos no estudo decidiram quantificar o tempo que os seres humanos gastariam a comer olhando para o tamanho do corpo e tempo de alimentação dos nossos parentes primatas vivos. Depois de construir uma árvore genealógica de primatas, os cientistas descobriram que as pessoas gastam 1 / 10 de tempo a comer em relação ao seu tamanho corporal em comparação com os seus primos evolutivos.

Depois, a equipa olhou para o tamanho dos dentes do género Homo. De H. erectus até H. sapiens, os dentes são muito mais pequenos do que seria previsível com base no que é visto noutros primatas.

“O tamanho do dente torna-se dramaticamente mais pequeno do que esperávamos”, afirma o paleontólogo David Strait, da Universidade de Albany, Nova York, que não estava envolvido no estudo. "Isto revela evidências indirectas que a linhagem humana adaptou-se e tornou-se dependente de cozinhar os alimentos na altura que o Homo erectus evoluiu”.

quarta-feira, 24 de agosto de 2011

Nasa publica imagem de astrofotógrafo português



Uma das imagens do astrónomo amador e fotógrafo português Miguel Claro foi publicada como "Fotografia do Dia" no portal Earth Science da NASA. A representação visual foi captada no Alentejo, após uma exposição de 3h30, no passado dia 1 de Julho. A fotografia combina 420 imagens, cada uma com 30 segundos de exposição e mostra estrelas que formam as constelações de Ursa Maior, Ursa Menor, Canes Venatici, Draco, Cepheus, Camelopardalis e Cassiopeia. Miguel Claro escreveu na página do AstroPT, onde colabora, que mesmo no olhar de um astrónomo experiente não é possível percepcionar o movimento rotativo que todas as estrelas parecem produzir em torno de um eixo imaginário que indica o Norte, e apontando na direcção de uma estrela que todos já conhecem, a Polaris, ou chamada ‘Estrela Polar’”.
No entanto, acrescenta “numa longa exposição fotográfica foi possível registar o rasto das estrelas que se encontram na região polar e perceber que todas elas descrevem um movimento circular em torno de uma estrela relativamente pontual, a Estrela Polar”.
Miguel Claro já viu muitas das suas imagens publicadas nas mais prestigiadas revistas internacionais de Astronomia. As suas imagens pretendem revelar a indissociável ligação existente entre o Céu e a Terra.

Para conhecer um pouco melhor o autor e o site Earth Science,

http://miguelclaro.com/
http://epod.usra.edu/blog/2011/08/north-circumpolar-stars-observed-from-portugal.html




quinta-feira, 18 de agosto de 2011

Evocar os 66 anos de Hiroshima e Nagasaki

"My God, what have we done?" Foi com estas palavras que reagiu o Capitão Robert Lewis a 6 de Agosto de 1945, a bordo do bombardeiro americano B-29 Enola Gay e quando já se encontrava a cerca de 30 milhas da cidade de Hiroshima (Japão), onde tinham acabado de largar a primeira bomba atómica. Pensa-se que tenham perecido logo de imediato cerca de 140 mil pessoas, número que foi crescendo ao longo dos anos, em resultado dos ferimentos e aumento de doenças como leucemias e outros tipos de cancros, como efeito das doses maciças de radiações a que as pessoas (e descendentes) foram sujeitas.
Três dias depois, a 9 de Agosto, ocorreu um segundo acto deste trágico momento. Uma segunda bomba atómica, mais pequena, foi largada sobre a cidade de Nagasáqui, que viu desaparecer num ápice cerca de metade da sua população, que era de cerca de 300 mil pessoas. Nagasaki foi uma “segunda” escolha pois o alvo prioritário para o bombardeamento era outra cidade, Kokura, que se viu poupada porque na hora marcada estava envolta numa espessa nuvem de fumo que inviabilizou a largada. 












Recordamos aqui este episódio da nossa história, estranhamente ausente das notícias dos jornais e televisões, mais focadas nestes dias na crise económica e na cobertura dos acontecimentos em Londres e outras cidades britânicas, porque a discussão do nuclear é assunto da ordem do dia por via dos trágicos acontecimentos recentes do acidente na central nuclear de Fukushima, provocados pelo violento tremor de terra e tsunami que se abateu sobre o Japão.  
Mas estas datas que se evocam em Agosto (em alguns países estes acontecimentos justificam feriados, momentos de silêncio e cerimónias várias…) e os 66 anos que já passaram permitem-nos também trazer a este espaço a questão da ciência e da possibilidade do seu mau uso pelo homem.

A questão não está naturalmente na busca e encontro da verdade, essa é uma busca legítima e de sempre, mas na possibilidade que o homem tem, sempre no uso da sua liberdade, de fazer um mau uso dessas descobertas e conhecimentos. É a “velha” questão da ética que deve pairar sobre toda e qualquer acção humana, o questionar permanente quanto aos destinos das suas acções e descobertas, sejam elas o conhecimento genético, o uso da internet ou a ciência nuclear.
E as datas que evocamos constituem um “mau” uso de um tremendo conhecimento científico, de um avanço que pode (já é) muito útil á qualidade de vida do ser humano. Felizmente os dois acontecimentos de há 66 anos constituíram episódio singular (e esperamos que definitivo) do uso militar da tecnologia nuclear.


Link a merecer visita com fotos inéditas das duas cidades


http://www.life.com/gallery/46282/never-seen-hiroshima-and-nagasaki#index/0



quarta-feira, 10 de agosto de 2011

Viagem pelo corpo humano

Vídeo do ICG vence concurso Internacional



O vídeo de animação «Eu e o meu Corpo», produzido pelo Instituto Gulbenkian de Ciência (IGC) em Lisboa, arrecadou o primeiro lugar na categoria de Material Didáctico de Ciências do concurso internacional ‘Ciencia en Acción’, edição de 2011.
O projecto, financiado pela Casa das Ciências com o apoio técnico da Fundação para a Computação Científica Nacional (FCCN), foi realizado por Ana Godinho, Catarina Júlio e Ana Mena, membros da equipa de comunicação do IGC, em colaboração com Diana Marques (ilustradora), Cláudio Silva (FCCN) e Alexandre Gil (estudante do 7º ano).

Uma das responsáveis pelo projecto, a sua realizadora Ana Godinho, descreve-o como uma “viagem virtual de descoberta por vários órgãos e células do corpo humano”. O vídeo faz a ligação entre as diferenças que existem entre os órgãos, ligando-as com as células que os constituem: temos órgãos diferentes porque as células que os constituem são também diferentes também, em aspecto e em função. Por exemplo uma célula nervosa é completamente diferente de uma muscular. O vídeo inclui também uma secção que explica como é que os cientistas sabem tanto sobre as células, apresentando alguns dos métodos utilizados: cultura de células, microscopia e estudo de animais para se compreender o funcionamento das células e órgãos humanos.

Um dos objectivos principais do projecto é introduzir os alunos dos 7 aos 12 anos (3º aos 6º anos escolares) no conceito de célula, a sua diversidade e apresentar o trabalho que os cientistas realizam, que permite todo este conhecimento que tanto beneficia o Homem. Os alunos dos 3º e 4º anos de escolaridade aprendem sobre as funções dos diferentes órgãos humanos - sistema digestivo, circulatório, respiratório, etc, com esta abordagem, de fazer a ligação com o mundo microscópico da célula, a permitir  uma melhor compreensão da relação forma - função celular e das semelhanças entre seres vivos. Eis um pequeno (grande) salto no conhecimento.
 
Por fim este vídeo tem muita importância na promoção do ensino das ciências, permitindo complementar os currículos escolares. Ao introduzir conceitos mais avançados, relacionados com a investigação científica, desperta-se o gosto pelo estudo das ciências e mostra-se a importância da actividade científica, algo em permanente mutação, que cresce com pequenos (grandes) contributos de pessoas “normais”, que estudam
.

terça-feira, 9 de agosto de 2011

Mais 3 Planetas "perto" do nosso Sistema Solar






O número de objectos lá longe continua a aumentar… e irá continuar a aumentar.
Astrónomos descobriram na Cintura de Kuiper que rodeia o nosso sistema solar, 14 novos objectos, denominados, trans-neptunianos.
Estes objectos encontram-se relativamente perto de Plutão.
11 desses objectos serão pequenas pedras ou blocos de gelo…
Mas 3 desses objectos deverão ser suficiente grandes e massivos para serem redondos, o que pode querer dizer que poderão ser 3 novos planetas-anões mais pequenos que Plutão.
E há medida que aumentam e melhoram a qualidade dos nossos "óculos", mais objectos se vão descobrindo...