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terça-feira, 7 de agosto de 2012

Curiosity está em Marte desde as 06.31


O robô Curiosity chegou com sucesso ao planeta Marte, anunciaram as equipas da NASA em Pasadena, na Califórnia.
  
O robô chegou pouco depois das 05.31 TMG (06.31 em Lisboa), madrugada de Segunda-Feira.
"O contacto (com o solo) foi confirmado", anunciou um membro da missão de controlo, no Jet Propulsion Laboratory (JPL) de Pasadena, no Estado norte-americano da Califórnia.
O Curiosity deverá levar a cabo uma missão de dois anos em Marte. Alimentado por um gerador nuclear, tentará descobrir se o ambiente marciano foi propício ao desenvolvimento da vida microbiana.
Para tal, o robô possui numerosas ferramentas, entre as quais um mastro com câmaras de alta definição e um laser para estudar alvos até sete metros.
Outros instrumentos analisarão o ambiente para aí procurar moléculas de metano, um gás frequentemente ligado à presença de vida, já detetada em Marte em várias ocasiões por uma sonda norte-americana em órbita. Este constitui aliás uma das "grandes curiosidades cientificas" sobre Marte - o que provoca o aparecimento/renovação deste gás? Sabe-se que é um gás que possui um tempo de vida muito pequeno na superfície e como tal necessita de uma contínua renovação - o que está a permitir esta renovação em Marte? O robô poderá também furar o solo para fazer recolha de amostras e analisá-las.
Durante o dia foram já chegando algumas imagens da superfície de Marte, após uma longa viagem de mais de 8 Meses e bastante atribulada na parte final.
Tal como em missões anteriores um dos aspectos críticos diz respeito à transição da fase “de viagem” para a da entrada na atmosfera do Planeta e processo de aterragem na superfície.
Desta vez, devido ao enorme peso do conjunto robot/transportador (cerca de uma tonelada), enorme envergadura e complexidade, esta “aterragem” foi concebida com especiais cuidados – ver filme em anexo. Aliás, não é por acaso que os cientistas identificam esta fase como “os 7 minutos de horror”, o tempo previsto para a fase de entrada na atmosfera, abertura de pára-quedas especial e processo de separação do veículo transportador, um processo absolutamente original (ver filme…) e nunca testado em momentos anteriores.
 Assim, no dia de hoje, podemos garantir o completo sucesso desta fase e a superação deste primeiro momento crítico. Os próximos dias serão ocupados na verificação da operacionalidade de todos os imensos equipamentos, câmaras e instrumentos de recolha. Depois inicia-se então a viagem de pesquisa na superfície. Iremos dando notícias.









O que precisa saber sobre o Curiosity






A conquista espacial deu mais um enorme passo com a chegada de um novo "veículo" – Curiosity, ao solo Marciano na última madrugada de Segunda-Feira, pelas 06,31Horas.
Mas o que é o “Curiosity” e que trará de novo à investigação do planeta vermelho?
As respostas a estas e outras perguntas relacionadas com este projecto “Curiosity / Marte” – nomeadamente o acompanhamento da missão, agora que o robot já “deu sinais de vida” da superfície de Marte, os “Químicos da Guilherme” irão estar atentos.
Comecemos então pelo princípio – o que é o “Curiosity”?


É um robô da agência espacial norte-americana (NASA), de seis rodas, do tamanho de um carro, preparado para explorar Marte. Mede três metros de comprimento, 2,7 metros de largura e 2,2 metros de altura, pesando quase 900 quilos. É capaz de percorrer 200 metros na superfície do Planeta Vermelho no espaço de uma hora.
Através das suas 17 câmaras de vídeo (sete delas colocadas na "cabeça" do robô), os cientistas podem escolher o melhor caminho a percorrer. Um "braço" está equipado com uma broca, um pincel para remover a poeira e uma pá, para recolher materiais para análise. Estes são "digeridos" no corpo do robô que tem capacidade para os deixar em pó, antes de serem analisados. No corpo estão também os computadores
Todo o material funciona graças a um gerador termoelétrico de radioisótopos, equipado com uma "pilha nuclear" de plutonio 238 que tem dez anos de autonomia.
Qual é a missão do Curiosity?
O Curiosity foi lançado no dia 26 de novembro de 2011, tendo chegado hoje à cratera Gale, na superfície de Marte. Estima-se que esta cratera de impacto tenha pelo menos 3500 milhões de anos, possibilitando aos cientistas conhecer grande parte da história geológica do Planeta Vermelho.
O objetivo do robô é estudar as rochas e minerais, tentando perceber se Marte alguma vez teve condições para a existência dos "ingredientes básicos da vida". Se os robôs anteriores, como o Spirit e o Opportunity, procuraram sinais de água, este procurará sinais das moléculas e outros elementos essenciais. Se já existiram ou se podem vir a existir.
Não vai à procura de vida?
O objetivo é ver se existem condições para a existência de vida, de forma a planear uma eventual colonização humana. Não é propriamente encontrar vida. De facto, segundo os responsáveis, o Curiosity não tem sequer a capacidade para detectar a existência de vida.
A expectativa dos cientistas tem vindo a diminuir, depois de não ter sido encontrado qualquer sistema de aquíferos sob a superfície do planeta, como se chegou a pensar que existia. Ou estes aquíferos não existem ou estão a uma profundidade maior do que o esperado. Seja como for, a ideia é procurar provas de uma eventual existência de vida no passado.
Como é que os cientistas comunicam com o Curiosity?
As comunicações com o robô são feitas através de uma rede de satélites colocadas em órbita de Marte. Em Terra, a informação é recebida por três antenas: uma no deserto de Mojave, na Califórnia, outra perto de Madrid, em Espanha, e a última em Canberra, na Austrália. Desta forma, garante-se que pelo menos uma delas está sempre em contacto com o robô.
As ligações não são fáceis e a quantidade de dados que pode ser transmitida é limitada. Daí que os cientistas tenham que avaliar diariamente qual a operação específica a que têm que dar prioridade.
Quanto tempo vai durar a missão?
A missão está planeada para durar um ano marciano, o que equivale a 687 dias na Terra. Este é o tempo que os cientistas têm para explorar bem a cratera Gale. Contudo, os anteriores robôs, que chegaram à superfície de Marte em inícios de 2004, duraram muito mais tempo que o previsto. Com uma missão inicial pensada para três meses, a Spirit só se perdeu ao final de 2300 dias de operações. E a Opportunity ainda envia dados para a Terra.
A "pilha nuclear" da Curiosity dura pelo menos dez anos.


domingo, 10 de junho de 2012

Imagens do trânsito de Vénus



A lenta marcha de um ponto escuro, o Planeta Vénus, à face do Sol, foi acompanhado (até online, através de um site da NASA) por astrónomos amadores e profissionais em todo o mundo - e mesmo fora dele. 



A periodicidade do fenómeno, que volta a repetir-se dentro de 105 anos, em seguida oito anos e depois mais 125 anos, regressando aos oito anos, e assim por diante, deve-se "à inclinação da órbita de Vénus". O planeta, habitualmente, passa por cima ou por baixo do Sol.

Apesar de não ter sido observável em toda Terra, nomeadamente em Portugal – ao contrário do mesmo evento em 2004, esse sim, visível do nosso território, as seis horas e 40 minutos que o planeta Vénus demorou a atravessar o disco solar – denominado trânsito, puderam ser vividas em directo no ciberespaço via dezenas de sites Web e por imagens absolutamente espectaculares.

Para isso contribuiu naturalmente a maior atenção mediática sobre o fenómeno – mais seguidores em telescópios terrestres e espaciais, mas além disso muito contribuiu a presença de uma sonda no próprio espaço, colocada na órbitra de Vénus. A sonda Vénus Express, de origem Europeia, produziu algumas das observações que apresentamos a seguir.
O evento não se resumiu naturalmente a estas belas belas fotos. Várias experiências científicas foram planeadas e realizadas, inclusive, estudos que ajudarão na busca por planetas habitáveis além da Terra.
Esta busca é feita quando planetas extra-solares passam diante das suas estrelas, como agora Vénus diante do Sol. O trânsito de Vénus constitui-se assim numa rara oportunidade para se estudar a densa atmosfera venusiana e, a partir deles, desenvolver técnicas para "medidas", e estudos de outros planetas.
Fiquem então com algumas das fabulosas imagens que o Trânsito de Vénus proporcionou...











































quinta-feira, 24 de maio de 2012

A água no planeta Terra


Se pudéssemos juntar toda a água que há no planeta  (oceanos, rios, calotes polares...) e a concentrássemos numa esfera, o resultado seria o que se pode ver no gráfico seguinte…Não necessita de palavras!
A imagem, pelo dramatismo que transmite, a todos deve deixar boquiabertos - uma pequena bola (uma espécie de berlinde…) que, na comparação com o nosso Planeta Terra, teria apenas uns 1.300 kms de diâmetro – seria como viajar do Porto ao Algarve e regressar.
Essa é toda a água que há na Terra - Imprescindível para a vida e o equilíbrio térmico do planeta, mas tremendamente escassa, inimaginavelmente escassa






O impressionante gráfico foi feito pelo Serviçode Vigilância Geológica dos Estados Unidos (USGS) e permite, de forma clara, ter uma ideia da pouca quantidade de água que temos na Terra.


O volume dessa pequena bola de água seria de 1.386.000.000 quilómetros cúbicos, o que seria “absolutamente toda a água disponível no planeta”: oceanos, mares, calotas polares, neve das montanhas, lagos, rios...e repetindo, seria toda a água disponível no Planeta.!

Inclui a água presente debaixo da terra, a que se encontra na atmosfera (nuvens, chuva, granizo, neve e a simples humidade da atmosfera em forma de vapor de água) e mais. Também está contabilizada nets “bola” a água presente na própria composição dos seres vivos: nas plantas, nos animais e em todos os seres humanos…arrepiante!

Absolutamente toda a água disponível sobre a face da Terra estaria dentro dessa pequena e frágil bolha. Em litros seria qualquer coisa como  1.385.097.311.949.120.000.000, ou seja, em notação matemática e de forma aproximada, 1,385 x 1021 litros.

E para percebermos a importância deste preciso e fundamental líquido, juntamos ainda algumas curiosidades “aquáticas” que provavelmente não sabiam: se absolutamente toda a umidade em suspensão da atmosfera terrestre se precipitasse inesperadamente, o planeta ficaria coberto por uma camada de 2,5 centímetros de água;
  • Se toda a água do planeta fosse derramada sobre o território português, este ficaria sob uma coluna de água de 1600 quilómetros de altura;
  • Se julgam que nos rios e lagos há muita água, ficariam surpresos ao saber o que há debaixo da terra. Mais de 8.400.000 quilómetros cúbicos de água estão armazenados nas profundidades em torno de um par de quilómetros sob nossos pés;
  • Quantidades importantes de água doce (até 23.200.000 quilómetros cúbicos) estão congeladas nos glaciares, calotes polares e nas zonas cobertas de gelo como a Groenlândia.

O objectivo do post não é provocar insónias nos leitores do blogue…é sensibilizar a todos para a importância da preservação deste insubstituível bem, para o qual todos sem excepção podem contribuir com pequenos gestos do dia a dia…certamente que pensarás duas vezes antes de voltares a deixar a torneira a correr enquanto lavas os dentes…



Fonte: Serviçode Vigilância Geológica dos Estados Unidos (USGS)
















terça-feira, 27 de março de 2012

James Cameron bate recorde e desce ao local mais profundo do oceano

 O realizador dos filmes “Titanic” e “Avatar”, James Cameron, regressou hoje, são e salvo, de uma viagem à fossa das Marianas, o ponto mais profundo do oceano a 11 quilómetros, no âmbito da expedição Deep Sea Challenge.



Cameron, explorador da National Geographic, tornou-se no primeiro homem a viajar sozinho a uma zona tão profunda dos oceanos, ao vale Challenger Deep na Fossa das Marianas, no Oceano Pacífico. 





A bordo de um submersível com oito metros de comprimento, especialmente concebido para o efeito, Cameron desceu 11 quilómetros - para recolher dados científicos e espécimes e captar imagens do fundo do mar -, numa viagem que demorou 2h36. De acordo com a National Geographic Society, Cameron atingiu os 10.898 metros de profundidade a 26 de Março, às 7h52 locais (ou domingo, dia 25 de Março, às 21h52, hora em Portugal). “Chegar ao fundo nunca soube tão bem. Mal posso esperar para partilhar convosco aquilo que estou a ver", disse Cameron, através de uma mensagem no Twitter.

A viagem de regresso à superfície demorou 70 minutos. A chegada aconteceu às 2h00 (hora em Portugal), a 500 quilómetros a Sul da ilha americana de Guam.

Depois de anos de preparação, a equipa de Cameron - composta por engenheiros e investigadores - conseguiu começar a explorar parte da Fossa das Marianas, com 2400 quilómetros de extensão no fundo do Oceano Pacífico. A expedição continua o trabalho de Don Walsh e Jacques Piccard, os primeiros homens a descer até esta região, a 23 de Janeiro de 1960. Mas o batiscafo "Trieste" utilizado nessa altura não permitia a captação de imagens nem de amostras e Walsh e de Piccard estiveram apenas 20 minutos no fundo do oceano.

Cameron manobrou o submersível por regiões inexploradas para captar imagens para um documentário que terá como principal objectivo promover a exploração e a descoberta científica dos oceanos. “Existe valor científico nas imagens captadas na Fossa das Marianas”, contou Cameron à National Geographic pouco antes do mergulho. 

“Será algo totalmente diferente daquilo que já alguma vez vimos, a bordo de outros submarinos ou veículos operados remotamente”, comentou Doug Bartlett, biólogo marinho no Instituto Scripps de Oceanografia em San Diego, na Califórnia.

O submersível utilizado estava equipado com várias câmaras e um braço robotizado para recolher rochas e animais. O material recolhido poderá ajudar a compreender melhor os sismos que causam tsunamis devastadores e as forças tectónicas que ajudam a dar forma ao planeta e conhecer a fauna que sobrevive naquelas regiões inóspitas. "É possível que oDeep Sea Challenger regresse das profundezas do oceano com imagens e amostras de animais que nunca vimos", escreve a National Geographic em comunicado.

Para Cameron, chegar ao ponto mais profundo do planeta tem sido um desejo de há muito tempo. "A imaginação alimenta a exploração", comentou. "Temos de imaginar que é possível antes de partirmos e conseguirmos lá chegar."

A revista National Geographic vai publicar os resultados desta expedição, depois de analisadas as amostras e os espécimes recolhidos, informa a instituição em comunicado.

A expedição é um projecto conjunto de Cameron, da National Geographic e da Rolex. O principal parceiro científico é o Instituto Scripps de Oceanografia em San Diego.