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terça-feira, 27 de março de 2012

James Cameron bate recorde e desce ao local mais profundo do oceano

 O realizador dos filmes “Titanic” e “Avatar”, James Cameron, regressou hoje, são e salvo, de uma viagem à fossa das Marianas, o ponto mais profundo do oceano a 11 quilómetros, no âmbito da expedição Deep Sea Challenge.



Cameron, explorador da National Geographic, tornou-se no primeiro homem a viajar sozinho a uma zona tão profunda dos oceanos, ao vale Challenger Deep na Fossa das Marianas, no Oceano Pacífico. 





A bordo de um submersível com oito metros de comprimento, especialmente concebido para o efeito, Cameron desceu 11 quilómetros - para recolher dados científicos e espécimes e captar imagens do fundo do mar -, numa viagem que demorou 2h36. De acordo com a National Geographic Society, Cameron atingiu os 10.898 metros de profundidade a 26 de Março, às 7h52 locais (ou domingo, dia 25 de Março, às 21h52, hora em Portugal). “Chegar ao fundo nunca soube tão bem. Mal posso esperar para partilhar convosco aquilo que estou a ver", disse Cameron, através de uma mensagem no Twitter.

A viagem de regresso à superfície demorou 70 minutos. A chegada aconteceu às 2h00 (hora em Portugal), a 500 quilómetros a Sul da ilha americana de Guam.

Depois de anos de preparação, a equipa de Cameron - composta por engenheiros e investigadores - conseguiu começar a explorar parte da Fossa das Marianas, com 2400 quilómetros de extensão no fundo do Oceano Pacífico. A expedição continua o trabalho de Don Walsh e Jacques Piccard, os primeiros homens a descer até esta região, a 23 de Janeiro de 1960. Mas o batiscafo "Trieste" utilizado nessa altura não permitia a captação de imagens nem de amostras e Walsh e de Piccard estiveram apenas 20 minutos no fundo do oceano.

Cameron manobrou o submersível por regiões inexploradas para captar imagens para um documentário que terá como principal objectivo promover a exploração e a descoberta científica dos oceanos. “Existe valor científico nas imagens captadas na Fossa das Marianas”, contou Cameron à National Geographic pouco antes do mergulho. 

“Será algo totalmente diferente daquilo que já alguma vez vimos, a bordo de outros submarinos ou veículos operados remotamente”, comentou Doug Bartlett, biólogo marinho no Instituto Scripps de Oceanografia em San Diego, na Califórnia.

O submersível utilizado estava equipado com várias câmaras e um braço robotizado para recolher rochas e animais. O material recolhido poderá ajudar a compreender melhor os sismos que causam tsunamis devastadores e as forças tectónicas que ajudam a dar forma ao planeta e conhecer a fauna que sobrevive naquelas regiões inóspitas. "É possível que oDeep Sea Challenger regresse das profundezas do oceano com imagens e amostras de animais que nunca vimos", escreve a National Geographic em comunicado.

Para Cameron, chegar ao ponto mais profundo do planeta tem sido um desejo de há muito tempo. "A imaginação alimenta a exploração", comentou. "Temos de imaginar que é possível antes de partirmos e conseguirmos lá chegar."

A revista National Geographic vai publicar os resultados desta expedição, depois de analisadas as amostras e os espécimes recolhidos, informa a instituição em comunicado.

A expedição é um projecto conjunto de Cameron, da National Geographic e da Rolex. O principal parceiro científico é o Instituto Scripps de Oceanografia em San Diego.




quinta-feira, 22 de março de 2012

Hoje celebra-se o Dia Mundial da Água

A data de 22 de Março é dedicada à celebração do mais precioso líquido que existe na Terra, o único que se encontra na natureza nos três estados físicos da matéria e sem ele não existe “vida” – referimo-nos naturalmente à Água. Esta justa celebração, do Dia Mundial da Água, foi adoptado pelas Nações Unidas em 1992, tendo como pano de fundo o consciencializar a população mundial para o valor da água e para a absoluta necessidade da sua preservação. É um bem escasso – apesar de cerca de 70% da superfície terrestre está coberta de água, apenas 2% é potável e 87% desta quantidade concentra-se nas camadas polares na forma de gelo e como tal é tarefa prioritária para todo o mundo contribuir para a sua preservação.
E para essa tarefa, que deve começar com muitos gestos simples do dia a dia – por exemplo, não lavar dentes com água a correr, tomar duche e não banho de imersão, usar máquinas de lavar sempre cheias (roupa, louça…) nos programas económicos etc…, todos são chamados.

Fiquem com belas fotografias relacionadas com diferentes usos da água.

















































terça-feira, 20 de março de 2012

Serão de Província: Contos, mimos gastronómicos e estrelas

Assinalando o início da primavera e as vivências mais tradicionais do período da Páscoa, que atravessamos, o Agrupamento de Escolas Guilherme Correia de Carvalho vai promover um Serão de Província, hoje, dia 21 de Março. Mas para não ficarem a pensar que apenas vão escutar histórias tradicionais, contos e hábitos da aldeia relacionados com a quadra Pascal, a  vasta equipa que compõe a organização - a Equipa das Bibliotecas Escolares e Biblioteca Municipal de Seia, Departamento de Línguas, Departamento de Matemática e Ciências Experimentais - Grupo de Ciências Físico- Químicas, incluem na iniciativa um "Convívio de Gastronomia tradicional" e, para acabar em beleza, uma sessão de Astronomia.
Este é um exemplo prático de uma iniciativa aberta à comunidade e interdisciplinar: assinalam-se as tradições e o período Quaresmal, escutam-se contos e tradições, provam-se umas iguarias e por fim, vêem-se estrelas.
O início das "hostilidades" está marcado para as 20:30 Horas com as estrelas a encerrarem o evento a partir das 23Horas.
Creio que "ninguém" deve perder esta iniciativa, para a qual toda a equipa e direcção do Agrupamento convidam a estar presentes.



quinta-feira, 15 de março de 2012

Galáxias canibais

O crescimento é um fenómeno doloroso? Perguntem ao Universo, pois sabe-se agora que nos seus primeiros tempos as galáxias alimentavam-se umas das outras. Ou seja, eram canibais.


As galáxias estudadas pela equipa, os pixéis indicam o gás que as alimenta  (ESO/CFHT)

Uma equipa de cientistas ligada ao Observatório Europeu do Sul (ESO) a trabalhar  no Very Large Telescope -um complexo de telescópios que pertence ao ESO e que está situado no deserto do Atacama, Chile, olhou para um momento bem inicial do universo,  entre três e cinco mil milhões de anos após o Big Bang, tendo observado "o berço efervescente de estrelas e galáxias adolescentes". 

Os resultados obtidos no estudo mostraram uma nova perspectiva sobre os processos importantes na formação das galáxias do universo jovem, um momento que os cientistas identificam como "transição". Este momento é caracterizado por dois tipos de fenómenos: processos violentos de fusão [entre galáxias], acompanhados por momentos mais "calmos" de agregação de gás para dentro das galáxias - no fundo, observaram uma verdadeira "maternidade de estrelas".

Neste período particularmente turbulento, semelhante à adolescência, as galáxias experimentam grandes transformações, com a agregação mais calma a parecer dominar o processo de construção de galáxias no universo muito jovem.

Para chegarem a estas conclusões, a equipa observou 84 galáxias situadas a uma distância de 10,5 mil milhões de anos-luz. A luz registada pelos espectrómetros, já na zona dos raios infravermelhos, foi emitida por estas estruturas há nove mil milhões de anos, cerca de quatro milhões de anos depois do início do Universo. Através destes aparelhos, os cientistas conseguiram perceber parte da dinâmica dos gases que envolviam e alimentavam estas fábricas de estrelas.

Estas galáxias adolescentes já não se alimentavam de gás primordial, mas de matéria enriquecida de elementos químicos fruto da morte da primeira geração de estrelas que nasceu centenas de milhares de anos depois do Big Bang, um instante em termos de tempo cósmico.

A “ingestão” contínua deste material foi fazendo com que a massa das galáxias fosse aumentando, assim como o seu poder gravitacional. Este crescimento, num Universo mais pequeno, com uma grande densidade de galáxias, obrigou a interacções entre galáxias, onde “as maiores conseguem canibalizar as mais pequenas”.

Este fenómeno não é estranho à própria Via Láctea, explicam os cientistas: “O modelo corrente prediz que a Via Láctea experimentou pelo menos duas ou três fusões maiores. O processo continua. Em alguns milhares de milhões de anos, a Via Láctea irá fundir-se com duas pequenas galáxias vizinhas: a Grande Nuvem de Magalhães e a Pequena Nuvem de Magalhães.”

Apesar de o "canibalismo" remeter-nos para um Universo jovem com muito mais galáxias do que as que existem hoje, os cientistas ainda não conseguem contabilizar quantas é que existiam. Este é apenas um dos mistérios que o Universo guarda. Outro, talvez mais imediato e importante, é a origem destes agregados de estrelas que hoje povoam o espaço. “Continuamos a não saber quando e como é que as primeiras galáxias começaram a formar-se.”

http://cmarchesin.blogspot.com/
http://www.eso.org/public/brazil/about-eso.html