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domingo, 10 de junho de 2012

Imagens do trânsito de Vénus



A lenta marcha de um ponto escuro, o Planeta Vénus, à face do Sol, foi acompanhado (até online, através de um site da NASA) por astrónomos amadores e profissionais em todo o mundo - e mesmo fora dele. 



A periodicidade do fenómeno, que volta a repetir-se dentro de 105 anos, em seguida oito anos e depois mais 125 anos, regressando aos oito anos, e assim por diante, deve-se "à inclinação da órbita de Vénus". O planeta, habitualmente, passa por cima ou por baixo do Sol.

Apesar de não ter sido observável em toda Terra, nomeadamente em Portugal – ao contrário do mesmo evento em 2004, esse sim, visível do nosso território, as seis horas e 40 minutos que o planeta Vénus demorou a atravessar o disco solar – denominado trânsito, puderam ser vividas em directo no ciberespaço via dezenas de sites Web e por imagens absolutamente espectaculares.

Para isso contribuiu naturalmente a maior atenção mediática sobre o fenómeno – mais seguidores em telescópios terrestres e espaciais, mas além disso muito contribuiu a presença de uma sonda no próprio espaço, colocada na órbitra de Vénus. A sonda Vénus Express, de origem Europeia, produziu algumas das observações que apresentamos a seguir.
O evento não se resumiu naturalmente a estas belas belas fotos. Várias experiências científicas foram planeadas e realizadas, inclusive, estudos que ajudarão na busca por planetas habitáveis além da Terra.
Esta busca é feita quando planetas extra-solares passam diante das suas estrelas, como agora Vénus diante do Sol. O trânsito de Vénus constitui-se assim numa rara oportunidade para se estudar a densa atmosfera venusiana e, a partir deles, desenvolver técnicas para "medidas", e estudos de outros planetas.
Fiquem então com algumas das fabulosas imagens que o Trânsito de Vénus proporcionou...











































quinta-feira, 24 de maio de 2012

A água no planeta Terra


Se pudéssemos juntar toda a água que há no planeta  (oceanos, rios, calotes polares...) e a concentrássemos numa esfera, o resultado seria o que se pode ver no gráfico seguinte…Não necessita de palavras!
A imagem, pelo dramatismo que transmite, a todos deve deixar boquiabertos - uma pequena bola (uma espécie de berlinde…) que, na comparação com o nosso Planeta Terra, teria apenas uns 1.300 kms de diâmetro – seria como viajar do Porto ao Algarve e regressar.
Essa é toda a água que há na Terra - Imprescindível para a vida e o equilíbrio térmico do planeta, mas tremendamente escassa, inimaginavelmente escassa






O impressionante gráfico foi feito pelo Serviçode Vigilância Geológica dos Estados Unidos (USGS) e permite, de forma clara, ter uma ideia da pouca quantidade de água que temos na Terra.


O volume dessa pequena bola de água seria de 1.386.000.000 quilómetros cúbicos, o que seria “absolutamente toda a água disponível no planeta”: oceanos, mares, calotas polares, neve das montanhas, lagos, rios...e repetindo, seria toda a água disponível no Planeta.!

Inclui a água presente debaixo da terra, a que se encontra na atmosfera (nuvens, chuva, granizo, neve e a simples humidade da atmosfera em forma de vapor de água) e mais. Também está contabilizada nets “bola” a água presente na própria composição dos seres vivos: nas plantas, nos animais e em todos os seres humanos…arrepiante!

Absolutamente toda a água disponível sobre a face da Terra estaria dentro dessa pequena e frágil bolha. Em litros seria qualquer coisa como  1.385.097.311.949.120.000.000, ou seja, em notação matemática e de forma aproximada, 1,385 x 1021 litros.

E para percebermos a importância deste preciso e fundamental líquido, juntamos ainda algumas curiosidades “aquáticas” que provavelmente não sabiam: se absolutamente toda a umidade em suspensão da atmosfera terrestre se precipitasse inesperadamente, o planeta ficaria coberto por uma camada de 2,5 centímetros de água;
  • Se toda a água do planeta fosse derramada sobre o território português, este ficaria sob uma coluna de água de 1600 quilómetros de altura;
  • Se julgam que nos rios e lagos há muita água, ficariam surpresos ao saber o que há debaixo da terra. Mais de 8.400.000 quilómetros cúbicos de água estão armazenados nas profundidades em torno de um par de quilómetros sob nossos pés;
  • Quantidades importantes de água doce (até 23.200.000 quilómetros cúbicos) estão congeladas nos glaciares, calotes polares e nas zonas cobertas de gelo como a Groenlândia.

O objectivo do post não é provocar insónias nos leitores do blogue…é sensibilizar a todos para a importância da preservação deste insubstituível bem, para o qual todos sem excepção podem contribuir com pequenos gestos do dia a dia…certamente que pensarás duas vezes antes de voltares a deixar a torneira a correr enquanto lavas os dentes…



Fonte: Serviçode Vigilância Geológica dos Estados Unidos (USGS)
















terça-feira, 27 de março de 2012

James Cameron bate recorde e desce ao local mais profundo do oceano

 O realizador dos filmes “Titanic” e “Avatar”, James Cameron, regressou hoje, são e salvo, de uma viagem à fossa das Marianas, o ponto mais profundo do oceano a 11 quilómetros, no âmbito da expedição Deep Sea Challenge.



Cameron, explorador da National Geographic, tornou-se no primeiro homem a viajar sozinho a uma zona tão profunda dos oceanos, ao vale Challenger Deep na Fossa das Marianas, no Oceano Pacífico. 





A bordo de um submersível com oito metros de comprimento, especialmente concebido para o efeito, Cameron desceu 11 quilómetros - para recolher dados científicos e espécimes e captar imagens do fundo do mar -, numa viagem que demorou 2h36. De acordo com a National Geographic Society, Cameron atingiu os 10.898 metros de profundidade a 26 de Março, às 7h52 locais (ou domingo, dia 25 de Março, às 21h52, hora em Portugal). “Chegar ao fundo nunca soube tão bem. Mal posso esperar para partilhar convosco aquilo que estou a ver", disse Cameron, através de uma mensagem no Twitter.

A viagem de regresso à superfície demorou 70 minutos. A chegada aconteceu às 2h00 (hora em Portugal), a 500 quilómetros a Sul da ilha americana de Guam.

Depois de anos de preparação, a equipa de Cameron - composta por engenheiros e investigadores - conseguiu começar a explorar parte da Fossa das Marianas, com 2400 quilómetros de extensão no fundo do Oceano Pacífico. A expedição continua o trabalho de Don Walsh e Jacques Piccard, os primeiros homens a descer até esta região, a 23 de Janeiro de 1960. Mas o batiscafo "Trieste" utilizado nessa altura não permitia a captação de imagens nem de amostras e Walsh e de Piccard estiveram apenas 20 minutos no fundo do oceano.

Cameron manobrou o submersível por regiões inexploradas para captar imagens para um documentário que terá como principal objectivo promover a exploração e a descoberta científica dos oceanos. “Existe valor científico nas imagens captadas na Fossa das Marianas”, contou Cameron à National Geographic pouco antes do mergulho. 

“Será algo totalmente diferente daquilo que já alguma vez vimos, a bordo de outros submarinos ou veículos operados remotamente”, comentou Doug Bartlett, biólogo marinho no Instituto Scripps de Oceanografia em San Diego, na Califórnia.

O submersível utilizado estava equipado com várias câmaras e um braço robotizado para recolher rochas e animais. O material recolhido poderá ajudar a compreender melhor os sismos que causam tsunamis devastadores e as forças tectónicas que ajudam a dar forma ao planeta e conhecer a fauna que sobrevive naquelas regiões inóspitas. "É possível que oDeep Sea Challenger regresse das profundezas do oceano com imagens e amostras de animais que nunca vimos", escreve a National Geographic em comunicado.

Para Cameron, chegar ao ponto mais profundo do planeta tem sido um desejo de há muito tempo. "A imaginação alimenta a exploração", comentou. "Temos de imaginar que é possível antes de partirmos e conseguirmos lá chegar."

A revista National Geographic vai publicar os resultados desta expedição, depois de analisadas as amostras e os espécimes recolhidos, informa a instituição em comunicado.

A expedição é um projecto conjunto de Cameron, da National Geographic e da Rolex. O principal parceiro científico é o Instituto Scripps de Oceanografia em San Diego.




quinta-feira, 22 de março de 2012

Hoje celebra-se o Dia Mundial da Água

A data de 22 de Março é dedicada à celebração do mais precioso líquido que existe na Terra, o único que se encontra na natureza nos três estados físicos da matéria e sem ele não existe “vida” – referimo-nos naturalmente à Água. Esta justa celebração, do Dia Mundial da Água, foi adoptado pelas Nações Unidas em 1992, tendo como pano de fundo o consciencializar a população mundial para o valor da água e para a absoluta necessidade da sua preservação. É um bem escasso – apesar de cerca de 70% da superfície terrestre está coberta de água, apenas 2% é potável e 87% desta quantidade concentra-se nas camadas polares na forma de gelo e como tal é tarefa prioritária para todo o mundo contribuir para a sua preservação.
E para essa tarefa, que deve começar com muitos gestos simples do dia a dia – por exemplo, não lavar dentes com água a correr, tomar duche e não banho de imersão, usar máquinas de lavar sempre cheias (roupa, louça…) nos programas económicos etc…, todos são chamados.

Fiquem com belas fotografias relacionadas com diferentes usos da água.